quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Temporal!

 A entrada do ano novo foi singular e muito bonita! Eu e Mônica fomos para uma elevação perto da casa dela de onde podíamos ver as luzes da cidade de Ijuí, em toda sua extensão. Estávamos a seis km  da cidade, numa estradinha que corta plantações de soja, a oeste do centro.
Assistimos deste lugar privilegiado aos fogos que saudavam a entrada de mais um ano, nos desejamos feliz ano novo, brindamos, etc...
Depois de um tempo voltamos para a casa da Mônica, onde iríamos dormir para na manhã seguinte buscarmos Seu José e Dª Mimi, a fim de comemorarmos junto com a família de meu irmão.

Por pouco os carros não foram atingidos
 Então começou o pesadelo. Pela internet, Mônica tomou conhecimento de temporal que atingia o estado, mais precisamente Santa Maria e que se deslocava para oeste. Pensei , mas não comentei, vai passar por aqui. Mas continuamos com os preparativos pra dormir. Então faltou energia, que foi e voltou rápidamente umas 3 vezes. Mônica ainda foi fumar um último cigarrinho, enquanto espiava pela janela e eu deitei. Primeiro começou uma chuva, depois o vento, que foi aumentando de intensidade em proporções geométricas. Deitado eu sentia as telhas da casa vibrarem com a força do vento, então ouvi um som de pancada e vidro se quebrando, era o vidro da porta da cozinha que havia estourado (ainda não sabíamos, mas a porta fora atingida pelo pedaço de telhado arrancado do galpão que fica a uns 20m da casa), Mônica gritou pra que eu levantasse, vestisse uma roupa, porquê poderíamos ter que sair a qualquer momento.
A casinha do galinheiro tombou
Meio sonolento e um pouco atarantado, saí catando roupas e calçados no escuro, ouvindo o vento gritar jogando água em rajadas para dentro de casa. O vento era tão forte que emitia um ruído parecido com o uivo, tanto que perguntei se eram os cães que estavam uivando daquele jeito, ela disse: não, é o vento!
Nós tinhamos guardado um balcão que estava na área, de forma que, com espaço, estacionamos os carros bem pra dentro dessa área coberta que fica na frente da casa. Foi nossa sorte, outro pedaço do telhado do galpão foi arrancado, girou no ar, atingiu as telhas da área, girou no ar novamente e caiu sobre a cerca.
 Ouvíamos estrondos de galhos se quebrando (o terreno onde fica a casa, de mais ou menos 1ha, tem uma parte com muitos eucaliptos de grande porte) e assístíamos pela fresta da janela os clarões dos relampagos e a chuva quase na horizontal devido à força dos ventos.
Decidimos então, esperar a tormenta amainar para irmos até a cidade ver como estavam meus velhinhos e se a casa deles não fora atingida pela tempestade.
Galhos do eucalipto tombado, o tronco está mais à direita
Tentei ligar para meu irmão mas ele não atendeu,
 meus pais também não atenderam.
Quando a chuva e o vento diminuíram, saímos
 e começamos a ver os estragos (as fotos mostram a extensão dos danos), no galpão, na casa e também na escola que fica em frente. Quando tentamos sair a rua estava bloqueada por dois enormes troncos de eucalipto, manobramos o carro para tentar sair pela outra extremidade da estradinha, mas também estava bloqueada por diversas árvores caídas.
A última parte da máquina de lavar encontrada
Quando voltamos, um vizinho desobstruia a rua com uma motoserra, enquanto esperávamos a Mônica começou encontrar coisas dela entre os galhos: a máquina de lavar roupa toda desmontada, baldes, o cesto de roupa, coisas que estavam do lado de fora que o vento carregou.
Sala de aula destelhada
Começaram a chegar carros vindos de Ijuí, nos informaram que a BR estava bloqueada por grande quantidade de arvores caídas, perto do posto da Polícia Federal, teríamos que ir até o trevo de Catuípe, entrar na RS pra poder chegar à cidade.
Assim fizemos. Preocupados, fomos até a casa do meu irmão, olhamos, parecia tudo em ordem. Fomos até a casa dos meus pais, entramos, acordamos os velhinhos, que já dormiam, disseram qua achavam não ter acontecido nada com a casa (no dia seguinte o vizinho, que consertava o telhado da casa ao lado avisou que havia telhas deslocadas pelo vento).
A quadra onde meus pais moram era uma desolação só, a casa em frente havia sido totalmente destelhada, em todas as casas havia danos de maior ou menor monta, na esquina da quadra seguinte outra casa destelhada.
Agora estou a cata de um pedreiro pra revisar e consertar o telhado!
Hasta!

Brinquedo foi arrastado e caiu sobre a cerca da pracinha

Eucalipto quebrou dentro do pátio e obstruiu a rua em frente

As telhas de zinco em dois pedaços grandes voaram por mais de vinte metros

As telhas foram arrancadas

O oitão inclinou com a força do vento!

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