terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fim de férias no rio Uruguai

3 de fevereiro, férias acabando e eu não tinha ido pescar no Rio Uruguai.
Não havia conseguido um caseiro para poder ir com a Mônica, então decidimos que eu iria e ela ficaria de caseira.
Dia 4 à tarde rumei para Alecrim, mais especificamente São Miguel em Porto Biguá, no sitiozinho do Vico e Dª Ede, cunhados do Paulo(meu irmão).
Lá chegando, fui cortesmente recebido pelo casal e pelo filho Paulo, ajeitei a barraca e as tralhas, confirmei que havia caíco (canoa) para pescar, porque do barranco não há condições; e, mesmo sabendo disso, fiz uma tentativa e perdi dois anzóis em 10 minutos. A correnteza arrastou a linha para baixo dos galhos, o anzol enroscou e tive que forçar para arrebentar a linha. No restante do dia tomamos chimarrão e proseamos, enquanto o Paulo pintava as aberturas da casa dele.
Na manhã do dia 5 pesquei de caniço e peguei uns lambarizões, não saímos porque havia uma notícia de que a Patrulha Ambiental estava fiscalizando e tomando equipamentos de quem não fosse habilitado como pescador. Ficou para a tarde, mas aí o tempo fechou e começou a trovejar, fomos adiando até que, pelas cinco da tarde decidimos ir.
O Vico juntou as tralhas dele eu as minhas, cavamos minhocas pra pegar uns "bicudos" (pintados) e descemos pro caíco. No entusiasmo pra ir pescar, esqueci o colete salva-vidas que havia comprado especialmente pra esses momentos de andar dentro do rio com o barquinho, pois minha natação não dá pra 10 metros rasos.
Atravessamos o rio, com o Vico remando até depois do meio e ficamos sobre o canal do rio, já em lado argentino, apoitamos e chegamos à conclusão de  que ali a profundidade era de aproximadamente 10m.

Começamos a pescar, o Vico veterano pescador dali usava uma chumbada enorme, que garantia a ida do anzol ao fundo e fisgava um peixe após o outro, eu pescador de rio pequeno e açudes usava duas chumbadas leves que não venciam a correnteza, consegui a muito custo pegar 3 pintadinhos. Resultado final do dia:  (mais de vinte) patis, armados, pintadinhos pegos pelo Vico e os meus três magros.


Na manhã seguinte fomos novamente e, mais precavido pesquei com uma linha do Paulo que tinha uma chumbada apropriada, desta vez peguei os maiores pintados da manhã e também peguei mais peixes que o Vico.
Voltamos e comemos um churrasquinho que o Paulo assou (eu havia trazido uma maminha e um lombinho cortado atravessado, o Paulo contribuiu com uma costela de terneiro mamão). Tomamos um vinho uruguaio e conversamos bastante. De tardezinha eles foram pra Alecrim e fiquei sozinho apreciando a natureza.
As saracuras nativas dessas matas descem para o pátio e comem quirera junto com as galinhas e pintinhos.
E há a história do bicho misterioso (na verdade um casal) que ataca e come as galinhas. Dizem que são malhados em branco e preto, saltam como cangurus, apoiando-se nas patas traseiras e um só deles enfrentou 4 cães e os pôs pra correr. Chegamos a conclusão que podem ser cachorros do mato ou jaguatiricas.

No verão que vem vou de novo!





Um comentário:

  1. Também pode ser uma zebra que cruzou com um canguru, ou com uma lebre de proporções maiores, geneticamente alterada, o que a deixou também mais brava.

    Mas a verdade é outra, e diversa.

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