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sábado, 17 de março de 2012

Gol de Placa (Sobre contrato AG x Inter) - Por Sergio Pires

Essa Andrade Gutierrez se revelou o pior tipo de empreiteira que poderíamos ter! É aquela que cria dificuldades para obter facilidades, ensaiou uma jogadinha de pressionar o Banrisul para que não exigissem garantias, enquanto atrasava a asssinatura do contrato a fim de apavorar os dirigentes do clube e do banco. Resumindo: mau caráter em último grau, Não colou e deixou a todos os gaúchos indignados. Fiquemos alertas, pois o arsenal de trampas ainda não foi gasto todo,  essa obra vai ser que nem transa de porco espinho, todo o cuidado é pouco! 
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Sergio Pires é vereador pelo PT em Ijuí.

Banrisul obtém uma vitória clássica contra a voracidade de empreiteira por financiamento facilitado.

O imbróglio em que se transformou a preparação de um estádio gaúcho para recepcionar jogos da Copa do Mundo de 2014 tem a serventia, além de alimentar a sanha da mídia farroupilha, de permitir a análise de como comumente se contratam as obras públicas.
A empreitada de obra pública no Brasil se enquadra naquilo que Bismarck falou sobre as leis e as salsichas na Alemanha do final do século XIX. Em síntese, lá ou aqui, no passado ou no presente, é preciso ter estômago forte para digerir sem náuseas as leis, as obras e as salsichas que nos servem.
Foi neste contexto, por exemplo, que praticamente todos os bancos estaduais faliram no final do século passado, inclusive o grandioso Banespa, vendido a preço de banana para o Santander. À época, o Banrisul só não faliu porque o governo Britto contraiu para salvá-lo uma dívida com União que solapa até hoje mais de 10% da receita líquida do Estado.
Daí as coisas ficaram mais restritas, mas a farra de acesso a dinheiro fácil pelos grandes empreendedores foi mantida. Agora, no caso do financiamento da reconstrução do estádio Beira Rio apareceu um desmancha prazeres para por ordem na casa: Túlio Zamin e sua equipe diretiva do Banrisul.
A Andrade Gutierrez queria a prática pura e simples de um crime. Como complemento à Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, o Código Penal foi incrementado com um novo capítulo tipificando os crimes contras as finanças públicas.  Ele define como delito o que queriam que a direção do Banrisul praticasse. Diz o dispositivo:
“Art. 359-E  Prestar garantia em operação de crédito sem que tem sido constituída  contra-garantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada, na forma da lei.  Pena – Detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.”
Ora, o Banrisul é o garantidor do empréstimo juto ao BNDES. Portanto, precisa exigir contra-garantia equivalente dos beneficiados.
Passado o trauma inicial, estão todos indignados com a construtora. Mas houve um momento em que se ensaiou a velha e clássica pressão contra os executivos do Banrisul. A direita esboçou a tese de que os pentelhos estavam mais uma vez inviabilizando o progresso do Rio Grande do Sul (no estilo do caso Ford, lembram?).  Naquele momento foi crucial a firmeza da direção do banco dos gaúchos.
As dependências de um banco devem ser sisudas, mas não é fora de propósito a inauguração de uma placa no vestibular da sala da presidência do Banrisul. Em homenagem ao gol do craque Túlio Zamin no clássico com a Andrade Gutierrez.  Agradecimento dos que lutam pela qualidade da gestão pública, das leis e das salsichas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Situação do Beira-Rio se complica, e Inter se mostra surpreso - Surpreso?

Situação do Beira-Rio se complica, e Inter se mostra surpreso



Presidente da construtora responsável pelas obras no Beira-Rio diz que assinatura segue com data indefinida. Foto: Wesley Santos/Futura Press Presidente da construtora responsável pelas obras no Beira-Rio diz que assinatura segue com data indefinida
Foto: Wesley Santos/Futura Press


Cristiano Silva
Direto de Porto Alegre
A manifestação do presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, que ganhou a licitação das reformas do Estádio do Beira-Rio, dizendo que a assinatura de contrato com o Internacional segue sem data definida, pegou a todos de surpresa no clube colorado nesta quinta-feira. Isso porque, na última segunda, construtora e o clube já haviam definido até mesmo a data do evento cerimonial para selar o acordo oficialmente.


Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta quinta-feira, o presidente da construtora não garantiu que a assinatura do contrato com o Internacional, para que as obras sejam reiniciadas, se dará na semana que vem. Otávio Azevedo informou que a parceria está quase firmada, mas ainda faltam alguns detalhes.
"Estamos buscando finalizar as coisas para que garantir que haja sucesso absoluto. O prazo está sendo colocado pela ansiedade de terceiros, não por nós. Eu prefiro não especular, e sim dar uma informação precisa. Estamos sem perspectivas de acordo ainda", declarou Azevedo, deixando a diretoria do clube colorado muito preocupada.
"É uma situação preocupante, até pelo que aconteceu na última semana. Eles asseguraram ao governo do Estado que já haviam recebido as garantias bancárias para assinar o contrato. E na última segunda-feira estávamos reunidos no cerimonial com pessoal da Andrade Gutierrez para definir detalhes desta assinatura", afirmou o 2º vice-presidente do Inter, Dannie Dubin.
Apesar do momento de instabilidade e de incertezas, a diretoria do Internacional quer aguardar até esta sexta-feira para fazer uma manifestação mais contundente sobre a manifestação de Otávio Azevedo.
O vice-presidente de serviços especializados do clube colorado, Luciano Busatto Davi, ressaltou que a diretoria está surpresa com o teor das afirmações. "Estamos esperando até amanhã (sexta-feira) para saber o que realmente vai acontecer. Só depois iremos nos manifestar. Estamos surpresos com a manifestação da construtora", afirmou.
O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi mais enérgico ao se pronunciar sobre o mais novo capítulo que cerca o imbróglio entre Internacional e Andrade Gutierrez. "A nossa relação com a Andrade Gutierrez está esgotada. Eles não nos apresentaram nenhuma proposta de financiamento e agem como se não tivessem nada a ver com o assunto. Eles têm que assumir suas responsabilidades e bancar o contrato que fizeram", disparou. No início de março, a Presidente Dilma Rousseff também pressionou a construtora para que o acordo fosse firmado.
O principal entrave para que a as obras continuem é a falta de garantias financeiras apresentadas pela construtora para o financiamento do trabalho. As obras do Beira-Rio para a Copa de 2014 estão interrompidas há quase nove meses. Nesta quarta, a rede britânica BBC publicou uma matéria em seu site tomando o Estádio do Internacional como um exemplo da desorganização do Brasil em relação ao Mundial.
Com informações da Gazeta Esportiva

quinta-feira, 1 de março de 2012

Vamos virar eterna gozação dos gremistas!


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Qui, 01 de Março de 2012

Projeção da própria construtora está em documento que Correio do Povo teve acesso

Beira-Rio renderá R$ 75 milhões ao ano, segundo a Andrade Gutierrez Crédito: Fabiano do Amaral / CP Memória Beira-Rio renderá R$ 75 milhões ao ano, segundo a Andrade Gutierrez Crédito: Fabiano do Amaral / CP Memória
A Andrade Gutierrez pode até abandonar a reforma do Beira-Rio e deixar o Rio Grande do Sul vendo a Copa do Mundo pela televisão. Mas é certo que não fará isso motivada pela falta de rentabilidade do negócio. Estudos encomendados pela própria construtora, aos quais o Correio do Povo teve acesso, apontam para uma receita total de mais de R$ 75 milhões somente no primeiro ano após a reforma do estádio.

O material faz parte da proposta apresentada ao Banrisul como parte dos argumentos para convencer a instituição a ser entreposto do empréstimo de R$ 203 milhões. Esse montante viria do BNDES e, junto com os aportes da própria Andrade Gutierrez e também do Inter, chegaria aos R$ 333,1 milhões previstos para a reforma do estádio. O Inter já investiu R$ 14 milhões nas obras realizadas até maio (fundações da cobertura e instalações pluviais), quando foram paralisadas, e deve pagar mais R$ 26 milhões assim que o contrato for assinado.

Os R$ 75 milhões apresentados terão origem em locação de áreas auxiliares (lojas, restaurantes, etc.) dentro do complexo, naming e sector rights (venda do nome do estádio ou de setores dele para outras empresas), locação para shows e eventos, cadeiras vips e camarotes. A parte mais rentável do novo Beira-Rio serão as 5 mil cadeiras vips que serão instaladas em uma área nobre do estádio. Se vendidas em sua totalidade, devem render mais de R$ 27 milhões por ano para os investidores. Depois, os camarotes, que renderão cerca de R$ 15 milhões ao ano.

A má notícia é que, segundo a previsão inicial, a construtora espera concluir a reforma em 24 meses, depois do prazo estipulado pela Fifa para a Copa.

Clube nega reunião para ter Plano B

Na realidade, o Inter não tem outra opção neste estágio que não seja acertar a parceria com a Andrade Gutierrez. A tal reunião com um conglomerado de construtoras gaúchas, que teria ocorrido na noite dessa terça-feira, nunca existiu. “Essa informação é totalmente improcedente”, afirmou o presidente Giovanni Luigi.

Mesmo que houvesse a possibilidade de buscar um novo parceiro, ela teria de ser aprovada outra vez pelo Conselho Deliberativo. As etapas da minuta e também da elaboração do projeto teriam de ser refeitas. Ou seja, não teria como concluir o Beira-Rio até dezembro de 2013. “Não tem Plano B. Pelo menos, foi isto que o presidente Luigi falou. E, sinceramente, acho isso ruim para o Inter”, diz o ex-presidente Pedro Paulo Záchia, que esteve na reunião realizada ontem à noite no Beira-Rio.Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Andrade Gutierrez - Picaretagem

Temos direito a explicações!

Ex-diretor do Internacional cobra construtora por assinatura do contrato do Beira-Rio



Imbróglio com empresa deixou obras do Beira-Rio abandonadas (crédito: Arquivo)
*Felipe Brasil Viegas
postado em 09/02/2012 12:19 h
atualizado em 09/02/2012 12:55 h
A população gaúcha e a torcida do Internacional, em particular, acompanham, incrédulas, o interminável imbróglio em que se transformou a formalização da parceria entre o clube e a construtora Andrade Gutierrez. Já não são mais aceitáveis as justificativas e as explicações – ou, mais precisamente, a falta delas – para as sucessivas postergações na assinatura do famoso contrato e a retomada das obras.
A posição da AG, negando-se em oferecer informações sobre o tema, é desrespeitosa, beirando a arrogância, não só para com o Internacional e seus torcedores, mas, também, para com os gaúchos, em geral. Vale lembrar que a Copa do Mundo 2014 é uma ação oficial de governo, beneficiada com investimentos públicos e isenção de impostos. A construtora deve, sim, explicações e prestação de contas de suas intenções, iniciativas e cronogramas ao Internacional, ao governo e ao público. A postura da empresa dá abrigo ao conjunto de dúvidas e boatos que proliferam na população. Já não se tem certeza sobre as suas reais intenções e a seriedade na condução do negócio. A omissão de seu representante em Porto Alegre – alegadamente por não estar autorizado a manifestar-se – deveria ser contraposta com a exigência, pelo Internacional/governo, da presença de um interlocutor habilitado, então, a falar claramente em nome da AG.
O Rio Grande do Sul e o Internacional já foram severamente prejudicados pela forma com que a modernização do Beira-Rio vem sendo conduzida. A exclusão de Porto Alegre como sede da Copa das Confederações; o limitado número de jogos na Copa 2014, alienada como sede das partidas nas fases finais; as perdas do marketing do clube pela indefinição das obras no estádio – você compraria, hoje, a camiseta “Beira-Rio, a Copa é aqui!” ? – são alguns exemplos disto. Sem considerar o claro dano que a imagem do Internacional vem sofrendo com a longa paralisação das obras e a indefinição da situação. Estado e Internacional tornaram-se reféns da construtora.
"Vale lembrar que a Copa do Mundo 2014 é uma ação oficial de governo, beneficiada com investimentos públicos e isenção de impostos. A construtora deve, sim, explicações e prestação de contas de suas intenções, iniciativas e cronogramas ao Internacional, ao governo e ao público"
Não tenho dúvidas de que, tecnicamente, a viabilidade das obras no, agora, exíguo prazo disponível está garantida. O uso das soluções industrializadas com concreto pré-fabricado nas arquibancadas e estrutura metálica na cobertura permitem que – com adequado aporte de recursos – se cumpram os prazos. O ponto crítico poderá ser o fornecimento e a montagem do revestimento sintético, sequer contratado com fornecedores internacionais, que detêm patente desta tecnologia.
Entretanto, um aspecto merece atenção e o nosso alerta. Empreiteiras são especialistas em apertar cronogramas gerando dificuldades e alegados “imprevistos” para pressionarem governos e contratantes na obtenção de aditivos; liberação de verbas ou financiamentos com vantagens. Orçamentos crescem muito em nome de alegados fatos novos na obra. A intervenção em uma obra existente como o Beira-Rio é um prato cheio para que a história se repita, sobretudo quando se tem urgência em concluir a obra. Criam-se dificuldades para colher facilidades! A reforma do Maracanã, também com a participação da AG, é um testemunho disso. O Inter e o RS precisam estar atentos.
Parece fundamental que a torcida colorada, suas várias correntes políticas, nossos governantes e os diferentes segmentos da sociedade – todos atingidos por uma eventual exclusão do RS como sede da Copa 2014 – precisam se unir apoiando a direção do Internacional e cobrando uma posição pública da construtora Andrade Gutierrez. A empresa não pode tratar a população gaúcha como fantoches, tem compromissos públicos assumidos com o empreendimento desde que apresentou proposta para a realização das obras. Sua posição omissa e titubeante vem causando vários prejuízos à comunidade rio-grandense e precisa ser responsabilizada por isso. Nós merecemos explicações claras!
*Felipe Brasil Viegas é engenheiro civil, ex-diretor e ex-conselheiro do Internacional. O artigo foi originalmente publicado no jornal "Zero Hora".

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Repúdio aos picaretas

Sou torcedor do Sport Club Internacional.
Gigante da Beira-Rio
Todo mundo sabe. Não sou sócio, até porque fica dificil me deslocar pra capital pra ver meu Inter jogar no Gigante da Beira-Rio.
Acompanhei, quando estudante na Escola Técnica Parobé, o aterramento da margem do rio e a construção desse estádio que é a sede de um clube coberto de glórias, que a todos nós orgulha.
Morava em Porto Alegre e ia aos jogos, quando o Internacional foi campeão, bi-campeão e tri-campeão invicto do Campeonato Nacional, o Brasileirão; e também campeão da Copa do Brasil. Já morando no interior, pude acompanhar com alegria a conquista da Libertadores da América e do Mundial Interclubes.
É um clube grande, que detém renome mundial, clube de primeira linha merecedor de respeito e consideração. Por esse motivo, por ter dirigentes dinâmicos e bem preparados, por fazer um planejamento consistente, por ter garantias de aporte financeiro sólido, por ser um clube de sucesso contínuo desde 2006, foi considerado apto a ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Passada a euforia inicial, dado o início às reformas com recursos próprios (foi o primeiro clube a começar obras), repentinamente interrompe os trabalhos e entrega o encargo à uma empreiteira mineira, a Andrade Gutierrez.
O quê se vê? A obra parada a 7 meses, nem o contrato foi assinado com esses enrolões mineiros, o clube é tratado com desprezo pelos dirigentes da empreiteira que não se dignam a responder os questionamentos que são levantados pela mídia e pela nação colorada. Parece até um complô para retirar do estado uma das sedes da copa, ou para entregar para o arqui-rival gaúcho este presente, de mão beijada.
Os dirigentes parece que acordaram, ao ver os prazos se extinguindo miseravelmente, diante do mutismo do presidente e diretores da grande empreiteira ( a mim estão parecendo uns grandessíssimos picaretas, isso sim) e deram um ultimato.
Cabe a nós, nação colorada promover uma onda de repúdio contra a picaretagem dessa empreiteira, que propositalmente demora o reinício das obras de olho no encarecimento da mesma causado pelo estrangulamento dos prazos. Estou indignado, estamos sendo vítimas do mau caratismo destes tubarões especuladores que armam essa maracutaia de olho em gordos lucros.
O Internacional é um clube do povo, povo honesto e trabalhador que não  compactua com esses salafrários aproveitadores.
O clube deve processar a empreiteira caso não cumpra o acordado, de preferência com uma gorda indenização pelas perdas e danos que virá a ter. Nós somos milhões de torcedores pelo mundo afora, não vamos permitir que o nome do nosso clube do coração seja enlameado por esses vigaristas de colarinho branco!
E tenho dito
Nação Colorada