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terça-feira, 8 de abril de 2014

Proibido para menores - Iniciação

Ela era gorda, toda redonda como uma bola. Nos meus sete anos, eu olhava pra ela e a achava enorme!
Tinha uma energia indestrutível,sempre agitando e levando o bando de meninos e meninas atrás de si. Inventava as mais variadas coisas para fazermos, devia ter uns 14 anos, acho.
Até que um dia, os hormônios em ebulição, inventou de fazer sexo comigo, me ensinar dizia ela.
Fomos para o galpão, as crianças atrás, ela me despiu (só estava com um calçãozinho) mexeu no meu pingolim que ficou durinho, em pé mesmo baixou a calcinha e mandou que enfiasse naquela rachadurinha que ela tinha lá embaixo. Eu obedeci e gostei! O negócio era quentinho e úmido, dava uma sensação gostosa, mas fomos interrompidos por alguém nos chamando, perguntando onde estávamos escondidos.
Outro dia ela me levou pra casa dela, e deitamos no sofá da sala, quando o negócio tava bom, entrou o irmão mais velho dela e acabou com a festa! Foi assim que aprendi que o pintinho não servia só pra fazer xixi! Hehehehehehe!

sábado, 22 de março de 2014

O desafio

Eram três, trabalhavam como serventes naquela escola. Ele estudante pobre e tímido, pra ganhar uns cobres, fora contratado para auxiliar de disciplina, no turno inverso ao dos estudos.
Em pouco tempo, perambulando pelos corredores da enorme escola, conheceu as mulheres que também ali trabalhavam. Perguntado sobre o que fazia ali, esclareceu: era pobre, morava de graça na casa do estudante e para ganhar o café da manhã, almoço e janta, "trabalhava" ali, confessou que não tinha muito o que fazer por isso andava xeretando por ali.
Desse dia em diante foi convidado a comparecer na sala onde elas faziam o lanche e descansavam nas horas mortas, passou a ganhar um café preto com pão daquelas mulheres.
Sempre que estava lá tomando seu cafézinho, uma das mulheres, baixinha, retaca, mulata de uns 35 anos mais ou menos, o incomodava com perguntas sobre sexo, só para vê-lo todo enleado, vermelho como um tomate,  fanfarronear experiências que não tinha.
Até que um dia a a baixinha o desafiou, se ele sabia fazer sexo mesmo entáo que fosse com ela até o cantinho da sala (a sala era em L) e mostrasse do que era capaz!
O garoto, intimidado, tartamudeou uma desculpa esfarrapada e sumiu dali.
Nunca mais voltou.
Foto ilustrativa

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quando a gente era guri

Quando a gente era guri.
 
Jogava futebol, muuuito, na rua em frente a nossa casa, com chinelo de dedo fazendo a goleira, no campinho do Tiaraju, que tinha banhado e caraguatás do lado e quando a bola caia lá ninguém queria ir buscar por causa dos espinhos, no colégio, antes da aula no verão, clareava duas horas mais cedo, até a professora proibir por causa do cheiro(budum mesmo) de suor que empestava a sala.
Jogava tampinha que a gente colecionava de todas as marcas de bebidas, as de cerveja eram as mais valorizadas. 
Jogava bolita, tinha um guri que roubava no jogo, mas era tão ruim que a gente pelava ele ligeirinho, eu guardava as bolitas em latas herméticamente fechadas que enterrava no pátio, depois não lembrava direito onde tinha enterrado.
Jogava carteiras de cigarro, que colecionávamos, quanto mais diferente e dificil de achar mais valia.
Jogava figurinha, isto era mais dificil, porque ninguém tinha dinheiro pra comprar, então era mais na base da troca, as outras coisas, tampinha, carteira de cigarro era só achar por perto dos bolichos, bolita se comprou um pouquinho no começo e depois os "figos" nos abasteciam.
Caçava de bodoque, rolinhas e sabiás, que a gente assava num foguinho, com banha e sal que trazíamos de casa, as vezes tomavamos corridões dos donos das chácaras, que não queriam aquela gurizada circulando por dentro dos capões de mato, nunca se atirava pedra em quero-quero e beija-flor.
Pescava na sanga, com anzol lambarizeiro ou com saco de estopa; a pescaria de saco era sem isca, a gente procurava um local bem estreito e colocava o saco bem preso de jeito que a água toda passasse por dentro do saco, depois subia a sanga uns duzentos metros, entrava nela com paus e tudo que pudesse fazer barulho e ia descendo batendo e agitando a água, depois era só fechar a boca do saco,  correr pro barranco e jogar o produto da faina no chão: muuitos lambaris, cipós, jundiazinhos, caranguejos, muçuns e até cobras saiam do saco...
Quando fomos ficando maiores as meninas começaram a nos interessar e começamos a participar das brincadeiras com elas, tinha algumas perfeitamente inocentes, outras, principalmente à noite, nem tanto, como brincar de esconder, dava pra dar uns pegas no escuro com alguém de que se gostasse.
Depois começaram os namoricos, como Dª Mimi dizia, era mais na base dos bilhetes, tipo assim: Eu ti amo, um beijo. Ass. fulana. E a gente respondia: Dois beijos! Ass. fulano!
Até que eu peguei uma que não mandava bilhete, tascava beijo que era uma beleza!
E eu me senti muito homem, pois da minha turma eu era o primeiro a ter esta experiência!