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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Andrade Gutierrez - Picaretagem

Temos direito a explicações!

Ex-diretor do Internacional cobra construtora por assinatura do contrato do Beira-Rio



Imbróglio com empresa deixou obras do Beira-Rio abandonadas (crédito: Arquivo)
*Felipe Brasil Viegas
postado em 09/02/2012 12:19 h
atualizado em 09/02/2012 12:55 h
A população gaúcha e a torcida do Internacional, em particular, acompanham, incrédulas, o interminável imbróglio em que se transformou a formalização da parceria entre o clube e a construtora Andrade Gutierrez. Já não são mais aceitáveis as justificativas e as explicações – ou, mais precisamente, a falta delas – para as sucessivas postergações na assinatura do famoso contrato e a retomada das obras.
A posição da AG, negando-se em oferecer informações sobre o tema, é desrespeitosa, beirando a arrogância, não só para com o Internacional e seus torcedores, mas, também, para com os gaúchos, em geral. Vale lembrar que a Copa do Mundo 2014 é uma ação oficial de governo, beneficiada com investimentos públicos e isenção de impostos. A construtora deve, sim, explicações e prestação de contas de suas intenções, iniciativas e cronogramas ao Internacional, ao governo e ao público. A postura da empresa dá abrigo ao conjunto de dúvidas e boatos que proliferam na população. Já não se tem certeza sobre as suas reais intenções e a seriedade na condução do negócio. A omissão de seu representante em Porto Alegre – alegadamente por não estar autorizado a manifestar-se – deveria ser contraposta com a exigência, pelo Internacional/governo, da presença de um interlocutor habilitado, então, a falar claramente em nome da AG.
O Rio Grande do Sul e o Internacional já foram severamente prejudicados pela forma com que a modernização do Beira-Rio vem sendo conduzida. A exclusão de Porto Alegre como sede da Copa das Confederações; o limitado número de jogos na Copa 2014, alienada como sede das partidas nas fases finais; as perdas do marketing do clube pela indefinição das obras no estádio – você compraria, hoje, a camiseta “Beira-Rio, a Copa é aqui!” ? – são alguns exemplos disto. Sem considerar o claro dano que a imagem do Internacional vem sofrendo com a longa paralisação das obras e a indefinição da situação. Estado e Internacional tornaram-se reféns da construtora.
"Vale lembrar que a Copa do Mundo 2014 é uma ação oficial de governo, beneficiada com investimentos públicos e isenção de impostos. A construtora deve, sim, explicações e prestação de contas de suas intenções, iniciativas e cronogramas ao Internacional, ao governo e ao público"
Não tenho dúvidas de que, tecnicamente, a viabilidade das obras no, agora, exíguo prazo disponível está garantida. O uso das soluções industrializadas com concreto pré-fabricado nas arquibancadas e estrutura metálica na cobertura permitem que – com adequado aporte de recursos – se cumpram os prazos. O ponto crítico poderá ser o fornecimento e a montagem do revestimento sintético, sequer contratado com fornecedores internacionais, que detêm patente desta tecnologia.
Entretanto, um aspecto merece atenção e o nosso alerta. Empreiteiras são especialistas em apertar cronogramas gerando dificuldades e alegados “imprevistos” para pressionarem governos e contratantes na obtenção de aditivos; liberação de verbas ou financiamentos com vantagens. Orçamentos crescem muito em nome de alegados fatos novos na obra. A intervenção em uma obra existente como o Beira-Rio é um prato cheio para que a história se repita, sobretudo quando se tem urgência em concluir a obra. Criam-se dificuldades para colher facilidades! A reforma do Maracanã, também com a participação da AG, é um testemunho disso. O Inter e o RS precisam estar atentos.
Parece fundamental que a torcida colorada, suas várias correntes políticas, nossos governantes e os diferentes segmentos da sociedade – todos atingidos por uma eventual exclusão do RS como sede da Copa 2014 – precisam se unir apoiando a direção do Internacional e cobrando uma posição pública da construtora Andrade Gutierrez. A empresa não pode tratar a população gaúcha como fantoches, tem compromissos públicos assumidos com o empreendimento desde que apresentou proposta para a realização das obras. Sua posição omissa e titubeante vem causando vários prejuízos à comunidade rio-grandense e precisa ser responsabilizada por isso. Nós merecemos explicações claras!
*Felipe Brasil Viegas é engenheiro civil, ex-diretor e ex-conselheiro do Internacional. O artigo foi originalmente publicado no jornal "Zero Hora".

Cada vez mais se confirma AG picareta!

Cada vez mais se confirma, a Andrade Gutierrez está de picaretagem pra cima do Internacional, as garantias que ela apresenta como dela (AG) na realidade são os milhões que o Internacional depositou.  Esta empresa quer ganhar (muito) dinheiro sem investir nenhum centavo e por isso vai a público pressionar o Banrisul para que libere a verba que vem do governo federal!  É muita cara de pau! Me admira a inocência (?) dos dirigentes ao entregar a perspectiva de um brilhante futuro a esses tubarões aproveitadores. Estamos indignados e queremos um fim disto! Leia o excerto abaixo!

Correio do Povo

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Que maravilha esta situação! Vocês acreditam que vai se resolver a tempo para a Copa ?
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Nova polêmica sobre reforma

A construtora Andrade Gutierrez publica nota oficial na edição de hoje do CP na qual confirma a intenção de assinar contrato com o Inter para a reforma do Beira-Rio. No texto, reafirma ter conseguido os investidores necessários para a formação da Sociedade de Propósito Específico (SPE), mas salienta que o Banrisul, que atuará como agente repassador dos cerca de R$ 300 milhões necessários à obra, não deu retorno quanto à aprovação deste plano.
Os recursos devem vir do BNDES, por meio da linha de crédito especial ProCopa. O Banrisul, porém, não concorda com o teor da nota da AG e a considera uma pressão pública para que o banco aprove o financiamento sem as devidas garantias. “A operação não está minimamente estruturada do ponto de vista das garantias para o banco aprová-la”, afirma o presidente do Banrisul, Tulio Zamin. “Avaliamos a proposta há 30 dias. E não a consideramos apta à aprovação. A Andrade Gutierrez, se quiser, pode procurar outro banco para fazer a operação”, continua.
O Inter, por sua vez, mantém a confiança em um desfecho favorável do imbróglio que paralisa as obras do Beira-Rio desde maio do ano passado. “Acho o texto da nota positivo. Está claro que a Andrade Gutierrez fez a sua parte, assim como o Inter. Falta só o Banrisul aprovar”, avalia o presidente do Inter, Giovanni Luigi. Ele também foi surpreendido com a divulgação da nota: “Estamos trabalhando em cima do projeto, mas não tinha conhecimento desta situação.”
Obs.: O grifo em vermelho é meu! 

248 dias sem obras27/02/2012 | 08h40Atualizada em 27/02/2012 | 08h40

Inter trabalha com plano alternativo para reforma do Beira-Rio

Durante a semana, direção do clube terá reuniões com a Andrade Gutierrez

Inter trabalha com plano alternativo para reforma do Beira-Rio Ricardo Duarte/Agencia RBS
Obras da reforma do Beira-Rio estão paradas há 248 dias Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
O Inter já trabalha com a reativação de um plano alternativo para que a Andrade Gutierrez inicie as obras de reforma do Beira-Rio. A semana deverá ser de reuniões entre a empreiteira e o clube. Há uma segurança no Beira-Rio: o estádio receberá a Copa reformado pela Andrade Gutierrez.
Fontes ligadas à negociação com a Andrade Gutierrez asseguram que a partir da mobilização gerada desde a noite de sexta-feira, quando o texto da nota foi conhecido, novas reuniões deverão ocorrer entre clube e construtora. Há a expectativa de que ocorra a assinatura do contrato em até 15 dias.
Leia mais:Inter sabia de nota da Andrade Gutierrez que culpa Banrisul pelo atraso nas obrasFortunati demonstra preocupação com nota divulgada pela Andrade Gutierrez
O silêncio do Inter é proposital. Nem sequer uma nota oficial foi postada no site. Ao clube, é dito pela Andrade Gutierrez que todos os parceiros da sociedade de propósito específico, empresa que gerenciará a obra, já assinaram com a empreiteira. Entre eles, haveria pelo menos um fundo de pensão gaúcho. Ao Banrisul, porém, esses parceiros jamais foram apresentados para que oferecessem garantias necessárias ao financiamento do BNDES.
ZERO HORA