sábado, 25 de janeiro de 2014

Férias!

Depois de resolver problemas com os cartões do banco e ajeitar o funcionamento dos cuidados com a mãe na minha ausência, partimos, eu e Moniquinha para as merecidas férias. Ano pesado, perdas na família, cirurgia complicada da mãe, cuidados mil; estava próximo do colapso físico/mental.
Decidimos visitar Itaara onde mora o irmão da mãe, Tio Joel e família. Fomos muito bem recebidos no aprazível condomínio fechado onde moram, e passamos dois dias em companhia dessas pessoas queridas. A filha deles Camila está grávida do primeiro bebê e a futura vovó Eliane é toda cuidados com a filhota. Aí vão algumas das muitas fotos que tiramos lá.
Tio Déi e Eliane

Em pé Marcos, Mônica e Joel; sentadas Eliane e Camila

Mônica pescando no lago do condomínio

Gansos, patos e marrecos moradores do lago

Joel

Ponte unindo as duas metades do lago
Depois destes dois dias partimos para Tapes, para o camping Fagundes que conhecíamos do ano passado. Ao chegarmos tivemos uma surpresa, novos donos, nova mentalidade, o negócio passou a ser a construção de cabanas para vender e alugar, a área reservada ao campismo se reduziu a uma faixa pequena do bosque, à beira do areal que margeia a lagoa (dá umas 10 barracas, se tanto). Enfim acreditamos ser este o último ano que vamos pra lá.
Aproveitamos para descansar bastante, no primeiro dia devo ter dormido umas 20h, a Mônica um pouco menos. Contrariamente ao ano passado, desta vez a Mônica criou coragem e entrou (com colete salva-vidas) de corpo inteiro na água, aprendeu a boiar e nadar (do mesmo jeito que meu pai nadava) estilo nado de peito.
Tentamos pescar, mas como não conhecemos as manhas do local, novamente só pegamos peixinhos pequenos (lambaris e mandis), arriscamos uma excursão até um rio que há a 1,5km do camping (o Marquinhos já estava conosco) mas não tivemos melhor sorte. Enfim, passamos dias tranquilos, dos quais os 4 últimos na companhia do filhotão Marcos (Big Bear para os intimos).
Aí vão algumas fotos:
O Portal, visão da porta da barraca

1º dia, ainda sem bronzeado

Enfrentando as águas da lagoa

Panorâmica

Por do sol

Excursão até o rio

Terneirinha com sinal bonito na  testa

Figueira, típica dessa região

Old Bear e Big Bear Boy
Estuário do rio com a lagoa
Uma sereia na areia
Céu, sol e água
De perfil

Corujas, vizinhas de acampamento



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

50 perguntas que podem libertar a sua mente.

 Parlatorium do Tempo - by  Sutil Tremt.

 Achei  interessante! Por isso estou compartilhando o texto dessa pessoa misteriosa.

50 perguntas que podem libertar a sua mente. 

Estas perguntas não têm respostas certas ou erradas.
Porque às vezes fazer as perguntas certas é a resposta.
  1. Quantos anos você teria se você não soubesse quantos anos você tem?
  2. O que é pior, não ou nunca tentar?
  3. Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
  4. Quando está tudo dito e feito, você vai ter dito mais do que você já fez?
  5. Qual é a única coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
  6. Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho  faria você rico?
  7. Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que você está fazendo?
  8. Se a vida humana média fosse de 40 anos, como você viveria sua vida de forma diferente?
  9. Até que ponto você realmente controlou o curso que sua vida tomou?
  10. Você está mais preocupado em fazer as coisas direito, ou fazer as coisas certas?
  11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Todas elas começam a criticar um amigo íntimo seu, não sabendo que é seu amigo. A crítica é de mau gosto e injustificada. O que você faz?
  12. Se você pudesse oferecer um recém-nascido só um conselho, qual seria?
  13. Será que você quebraria a lei para salvar uma pessoa amada?
  14. Você já viu insanidade onde depois viu criatividade?
  15. O que é  que você tem certeza que  faria diferente do que a maioria das pessoas?
  16. Por que é que as coisas que te fazem feliz não fazem todo mundo feliz?
  17. O que é que você não fez que você realmente quer fazer?  que está prendendo você?
  18. Você está segurando algo que você precisa deixar ir?
  19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você vive atualmente, para onde é que você se mudaria e por quê?
  20. Você apertar o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que faz o elevador chegar mais rápido?
  21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simplório alegre?
  22. Por que você é você?
  23. Você tem sido o tipo de amigo que você quer como amigo?
  24. O que é pior, quando um bom amigo se afasta, ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
  25. O que você é mais grato?
  26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca será capaz de fazer novas amizades?
  27. Será que é possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
  28. O seu maior medo já é realidade?
  29. Você se lembra daquela vez cinco anos atrás, quando você estava extremamente chateado? Será que realmente importa agora?
  30. Qual é a sua memória de infância mais feliz? O que a torna tão especial?
  31. Em que momento no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
  32. Se não for agora, então quando?
  33. Caso você não tenha conseguido ainda, o que você tem a perder?
  34. Alguma vez você já esteve com alguém , não disse nada, e saiu sentindo como se você tivesse tido a melhor conversa de sempre?
  35. Por que as religiões que apoiam o amor causar tantas guerras?
  36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?
  37. Se você acabasse de ganhar um milhão de dólares, você iria sair do seu trabalho?
  38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho que você realmente goste de fazer?
  39. Você se sente como se você tivesse vivido este dia cem vezes antes?
  40. Quando foi a última vez que você entrou na escuridão com apenas o brilho suave de uma idéia que você acreditava fortemente?
  41. Se você soubesse que todos que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
  42. Você estaria disposto a reduzir 10 anos de sua expectativa vida  para se tornar extremamente atraente ou famoso?
  43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver ?
  44. Quando é hora de parar de calcular riscos e recompensas, vá em frente e faça o que você sabe que está certo?
  45. Se aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
  46. O que você faria diferente se você soubesse que ninguém iria te julgar?
  47. Quando foi a última vez que você notou o som da sua própria respiração?
  48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes expressou abertamente esse amor?
  49. Em 5 anos a partir de agora, você vai se lembrar o que você fez ontem? E sobre o dia anterior? Ou no dia anterior?
  50. Decisões estão sendo tomadas agora. A pergunta é: Você está fazendo para si mesmo, ou está deixando que os outros façam por você?

domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos pais.

Chimarrão, companheiro inseparável do gaúcho!

Tinha orgulho das suas parreiras.

Gostava de vinho tinto, um cálice por dia!
Hoje é dia dos pais, o primeiro de minha vida sem o meu. Durante esse tempo todo depois que ele faleceu (lá se vão 3 meses) não tive vontade nem inspiração pra escrever neste blog, quer dizer, até tinha uns assuntos que apareciam e eu pensava: é um bom assunto pra escrever, mas não dava. Com o coração e a alma em luto não tinha energia, nem vontade de escrever.
Mas hoje é dia dos pais, recebo mensagens dos meus filhos me felicitando, fico feliz por eles me amarem, pai imperfeito que fui e sou. Mas sinto a falta dele, do homem forte e vigoroso da minha infância, do homem maduro e sereno da minha juventude, do velhinho sábio e frágil nos seus últimos dias; sinto falta de você, Seu José!
Seu José não me ensinou a viver, ele me mostrou, deu exemplo, se ele tinha alguma falha, para nós os filhos procurava corrigi-la de forma que nós saíssemos melhores do que ele era, e quem é perfeito no mundo né?
Tinha uma paciência infinita, mesmo eu, primeiro rebento, meio cabeçudo e turrão tinha dele inúmeras chances de me corrigir, com seus conselhos e advertências para depois, muito tempo depois aplicar um corretivo. Mas pau que nasce torto, torto há de ficar, e eu continuava teimoso. Lembro que então meu pai resolveu me dar uma lição sem aplicar castigo físico, e assim fez. Um dia, eu ia aí pelos 12 ou 13 anos, ele me chamou no galpão, que era atrás da casa, e me mostrou uma tabuinha que ele tinha lixado, bem lisinha com um furinho em cima. Pendurou a tábua num prego da parede e me disse: "essa é tua tábua, cuide bem dela". Como eu não entendi bem qual era a mensagem, não dei muita bola, segui mantendo o comportamento habitual. Convém dizer que, praticamente todos os dias, antes de ir pro trabalho, ele me deixava alguma obrigação pra fazer. Tinha as habituais, como alimentar os coelhos, as galinhas e, até durante um tempo, uma porca que tivemos, também tinha que rachar lenha (que eu gostava muito) e capinar o pátio e a horta (que eu não gostava). Então eu fazia o básico e o que eu gostava, deixando as tarefas mais chatas prá lá. Um dia entrei no galpão e ele estava colocando um prego na tabuinha, não perguntei a ele o porquê.
Mais alguns dias, já haviam vários pregos, fiquei intrigado, mas ainda assim não perguntei.
No fim do ano ele me chamou novamente e enquanto ia retirando os pregos ( a tabuinha estava eriçada de tanto prego cravado)me falou, cada prego destes é uma desobediência tua, que aqui estou perdoando, mas quero que penses que a tabuinha é como o coração de um pai ou uma mãe, e me entregando a tabuinha sem nenhum prego, mas com muitas marcas. Aí eu alcancei o que ele queria me dizer! Confesso, doeu mais do que umas varadas! Desse dia em diante procurei melhorar minhas atitudes.
Pouco tempo depois, quando eu ia terminar a terceira série ginasial (influenciado por amigos que tinham parado de estudar para ir trabalhar) disse para ele que terminando o ginasial, não queria mais estudar, que já tinha estudado demais. Seu José não deu um pio. Quando dezembro chegou, eu já prelibando horas e horas de futebol, banho na sanga e algum namorico, Seu José me chamou. Aí me explicou que, como eu havia falado em parar de estudar então ia me colocar como auxiliar do Tio Leopoldo Steinhaus, que por sinal era pedreiro-construtor de mão cheia! Adeus futebol a tarde toda, banhos e pescarias na sanga, adeus namoricos, eu ia era trabalhar, e no pesado!
Construímos o muro que cerca o terreno da Igreja Metodista, aprendi a fazer massa, transportava tijolos, corria o dia inteiro pra lá e pra cá. No começo eu era muito lerdo, então o tio gritava lá de onde estava: "Massa mole!"; e o mole era eu! Tinha que fazer a massa rapidamente e colocar nas caixas já distribuídas estrategicamente. Ao final da empreitada recebi meu salário, cerca de um salário minimo, nunca tinha visto tanto dinheiro junto na minha vida! Reformei minha bicicleta velha, comprei bobagens, fui ao cinema, mas olhava pra minhas mãos, grossas, cheias de calos, ásperas como uma lixa e comecei a matutar, as férias já no fim.
Cheguei pro pai e falei: "É, acho que vou estudar mais um pouco!" 
Ao que o velho respondeu, na "catega": Eu só quis te dar uma amostra do que seria tua vida, sem mais estudo! Tive que reconhecer; matou no cansaço!
Hasta!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Esse é o cara!

"A mim, na realidade, apaixonava o caminho do meio: bebedeiras, loucura e gente durante a noite. Solidão e silêncio de dia. Lia e escrevia diante do mar. Varadero continuava sendo uma praia e um povoado fantasma. Ali descobri que o ócio total e absoluto é imprescindível para o criador. Sempre será preferível para o escritor ter cinco centavos no bolso, mas dispor de todo o tempo e solidão, em vez de cem mil dólares em troca de viver como um louco no meio da sociedade, puxado pelo estresse".

Evo explica a verdadeira dívida externa

Do blog de Newton Finatto

Exposição do Presidente Evo Morales ante a reunião de Chefes de Estado da Comunidade Europeia

Quem deve a quem? Genial discurso de
 Evo Morales escondido pela mídia
Com linguagem simples, que era transmitida em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignitários da Comunidade Européia, o Presidente Evo Morales conseguiu inquietar sua audiência quando disse:
Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião.
Aqui eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, vim encontrar os que a encontraram há somente quinhentos anos.
Aqui pois, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é o bastante. Nunca pretendemos outra coisa.
O irmão aduaneiro europeu me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram. O irmão usurário europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei a vender-me.
O irmão rábula europeu me explica que toda dívida se paga com bens ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu os vou descobrindo. Também posso reclamarpagamentos e também posso reclamar juros. Consta no Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Saque? Não acredito! Porque seria pensar que os irmãos cristãos pecaram em seu Sétimo Mandamento.
Expoliação? Guarde-me Tanatzin de que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão!
Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomé de las Casas, que qualificam o encontro como de destruição das Indias, ou a radicais como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o avanço do capitalismo e da atual civilização europeia se deve à inundação de metais preciosos!
Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinado ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só de exigir a devolução imediata, mas também a indenização pelas destruições e prejuízos. Não
Eu, Evo Morales, prefiro pensar na menos ofensiva destas hipóteses.
Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano ‘MARSHALLTESUMA’, para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os cultos muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho cotidiano e outras conquistas da civilização.
Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos perguntar-nos: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indoamericano Internacional?Lastimamos dizer que não. Estrategicamente, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino que terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, mas sem canal. Financeiramente, têm sido incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus fundos, quanto de tornarem-se independentes das rendas líquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este deplorável quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mais o módico juros fixo de 10 por cento, acumulado somente durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.
Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, uma massa de 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambos valores elevados à potência de 300. Isto é, um número para cuja expressão total, seriam necessários mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.
Muito pesados são esses blocos de ouro e prata. Quanto pesariam, calculados em sangue?
Alegar que a Europa, em meio milênio, não pode gerar riquezas suficientes para cancelar esse módico juro, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade das bases do capitalismo.
Tais questões metafísicas, desde logo, não inquietam os indoamericanos. Mas exigimos sim a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente, e que os obrigue a cumprir seus compromissos mediante uma privatização ou reconversão da Europa, que permita que a nos entregue inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.
Segundo algumas fontes este teria sido o texto de um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia. A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.*

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Alzheimer, lya luft‏

Recebi este e-mail de alguém que quero muito bem (minha tia Nara), estou republicando, pois é isto que vou passar nos próximos anos com meu querido e amado pai!


Lya Luft

Almocei com um amigo semanas atrás e, quando perguntei a razão de seu abatimento, ele me disse sem rodeios: "Esta manhã recebi o diagnóstico de minha mãe: é Alzheimer". Imaginei essa senhora, alegre e vital, enveredando pelas sombrias trilhas de uma enfermidade diabólica, e entendi a tristeza de meu amigo como se fosse minha. Minha própria mãe morreu aos 90 anos, depois de bem mais de uma década sendo paulatinamente envolvida na mortalha mental e emocional do Alzheimer. Uma bela mulher ativa tornou-se inexoravelmente uma estranha, raramente ostentando uma vaga semelhança com a que fora minha mãe.
A doença se manifesta em geral muito sutil: um esquecimento aqui, uma confusão ali. Uma atitude estranha aqui, outra ali, intercaladas por fases de aparente normalidade. A sociabilidade muda, os bons modos parecem esquecidos, o controle do dinheiro se torna caótico, e é dificílimo interferir. Há enorme resistência dos familiares em aceitar essa enfermidade. Para mim, minha mãe sofria episódios naturais de esquecimento. Só o choque de um dia a encontrar com uma pintura bizarra no rosto, ela tão recatada, me fez cair na duríssima realidade. Ela já não sabia – ou em longos períodos não sabia – o que estava fazendo. Algumas pessoas mais chegadas tinham me avisado: eu havia me recusado a ver.
O que eu disse a meu amigo, disse a mim mesma nos muitos longuíssimos anos daquela jornada: o doente em geral não sofre. A família, sim. O que se pode fazer? Muito pouco, além de cuidar para que ele esteja bem alimentado, bem abrigado, medicado e tratado com carinho. Nada de criticar quando não sabe mais quem somos, porque no fim não sabe mais quem ele próprio é. Quando já não se porta à mesa como antes, quando faz "artes" às vezes perigosas, ele precisa ser protegido, não mais ensinado. Não vai mesmo aprender. Como sempre nas doenças graves, devemos lembrar que a vítima não somos nós: é o outro. Nesse processo, que em geral dura muitos anos, não há nada de bom, de belo, de encantador, a não ser o exercício da ternura, da paciência e dos cuidados, sem esperar muito retorno, pois em breve seremos chamados de senhor, senhora, moça, não mais de filha, filho, meu querido. O ser amado se distancia, sem volta, sem saber, sem querer e sem que nada possa evitar: agora havia ali uma velhinha da qual eu cuidava como podia. Por fim, para a proteger de si própria, por insistência dos médicos ela foi posta na melhor clínica que pude assumir. Jamais esquecerei a dor e a culpa que me assaltaram, contrariando qualquer raciocínio. Milhares de vezes tentei me convencer de que minha mãe nem existia mais, era apenas uma velhinha de quem eu tinha de cuidar. Como ficção, funcionava; como realidade, a cada uma das centenas de visitas meu coração se partia outra vez.
Cuide de sua doente, eu disse a meu amigo, da melhor forma. Não alimente nenhuma esperança vã, pois tudo é triste, infinitamente desalentador. Uma coisa que ajuda, um pouco, é tentar entrar no universo do doente, em lugar de querer que ele retorne ao nosso. Mas cuide também de si mesmo. Tente pegar-se no colo, proteja-se da culpa insensata que nos espreita, siga sua vida. Na natureza morrem árvores jovens, e velhas árvores tortas vivem muito além da última floração. Estamos mergulhados no mistério: isso torna a vida possível mesmo quando não a entendemos.
Lya Luft é escritora



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Uma do Wimutt!

"Um homem gravou o número da sua amante com o nome de BATERIA FRACA e sempre que a amante liga, na ausência dele, a esposa pega o celular e põe para carregar" !!!